Ministro das Relações Exteriores austríaco exortou o Ocidente “a não ir longe demais” no confronto com a Rússia, em resposta, o político foi convidado para o Dnieper

Ontem, 16 de janeiro, o ministro das Relações Exteriores da Áustria, Alexander Schallenberg, disse que o Ocidente deveria se lembrar de que a guerra contra a Ucrânia terminará mais cedo ou mais tarde. Depois disso, em sua opinião, A Rússia ainda “permanecerá uma parte da história e da cultura europeias”. Por isso, segundo a edição do Kronen Zeitung, o político exortou “a aderir ao sentido de proporção” e a “não ir longe demais” no atual confronto com ela.

O representante do Ministério das Relações Exteriores da Ucrânia, Oleg Nikolenko, já reagiu a isso. Em sua página no Facebook, ele convidou Shallenberg para visitar o rio Dnieper, onde um míssil russo destruiu um prédio de nove andares alguns dias atrás, sob os escombros dos quais 44 pessoas morreram. Lá o ministro austríaco pode repetir os mesmos apelos.

“E para desenvolver um diálogo a esse respeito, aguardamos a visita do ministro austríaco à Ucrânia. Em particular, convidamos o chefe da diplomacia austríaca a visitar o Dnieper. Lá ele terá a oportunidade de repetir seus argumentos sobre um senso de proporção diante das famílias de 44 pessoas que morreram em um ataque de míssil russo a um prédio alto ou daqueles cujos entes queridos ainda não foram encontrados sob os escombros”, escreveu o diplomata.

Segundo Nikolenko, tais ligações “apenas reforçam o sentimento de impunidade do Kremlin, eles as percebem apenas como um convite para continuar o genocídio dos ucranianos”.

Veja também: Não está claro se algum dia haverá um vencedor nesta guerra – Ministro da Defesa austríaco

Lembre-se que os resultados de uma pesquisa da Euroskopia mostraram que 60% dos alemães e austríacos concordam para acabar com a guerra à custa da perda de territórios da Ucrânia. Seguem-se os gregos (54%), os italianos (50%) e os espanhóis (50%).



Deixe uma resposta